Desde pequena eu ouvia que ir para o fundão era proibido e perigoso. Mas qual é a graça em permanecer no raso?
No fundão podemos apreciar o Sol mais de pertinho. E ainda sentimos a calma do mar sem ondas, a paz e a verdadeira essência que a natureza – e nosso eu – nos permitem viver.
Mas não se engane, para chegar ao fundão devemos passar pela arrebentação, marolas e caldos. Atravessar a vida que gira de ponta cabeça, com a areia ralando os joelhos e os braços doloridos pelo cansaço de continuar até alcançar o desejado fundão.
E quando ele realmente chega é transformador! E o raso já não faz tanto sentido para se entregar e viver.

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